Caixa anuncia novas medidas para o financiamento de imóveis

A Caixa Econômica Federal vai elevar o teto do valor de imóveis financiáveis pelo banco, o percentual de financiamento para imóveis de valores maiores e facilitar condições para construtoras, num esforço para acelerar os desembolsos no segundo semestre. Uma das principais medidas do pacote, previsto para ser anunciado na próxima segunda-feira, é dobrar para R$ 3 milhões o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo banco.

Além disso, a Caixa elevará a cota de financiamento no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), usado para imóveis de valor superior a R$ 750 mil, de 70% para 80% nos imóveis novos, e de 60% para 70% no caso de usados.  O banco também está reabrindo e expandindo uma linha que permite a transferência de financiamento imobiliário que tenha sido contratado com outros bancos. Com isso, mutuários poderão transferir para a Caixa até 70% do empréstimo que tenha tomado com outras instituições financeiras. O limite hoje é de 50%.

Outras medidas para pessoas físicas incluem elevar o nível de aprovação das propostas pelo banco, hoje em torno de 80%, além de uma intensa campanha de divulgação.  No ano até junho, a Caixa, maior financiador imobiliário do país, concedeu menos de R$ 39 bilhões, de um orçamento para o ano hoje em cerca de R$ 93 bilhões.

Tentativa de reversão 

O foco da Caixa em imóveis para famílias de renda mais alta visa a reverter a tendência de forte contração, provocada em parte pelo escasseamento de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), principal fonte de recursos de financiamento imobiliário do país.  A caderneta de poupança, que lastreia o SBPE, teve saída líquida de R$ 42,6 bilhões no primeiro semestre, pior resultado para o período da série histórica iniciada em 1995, segundo o Banco Central. 

Segundo número mais recente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de financiamento do SBPE para compra de imóveis somou R$ 10,9 bilhões de janeiro a março, queda de 54,6% ante igual período de 2015.  Com isso, a Caixa ficou mais rigorosa nas novas concessões, exigindo valor de entrada maior ou mais garantias dos tomadores.  O movimento casou com a queda na demanda por empréstimos, devido à combinação de desemprego ascendente e inflação alta, que têm pressionado a renda das famílias.

Certamente essas novas medidas trarão reflexos positivos para o setor e estamos à disposição para assessoria no processo de financiamento à costrução junto a Caixa Econômica Federal.

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